segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Religare

A experiência da autonomia da obra sobre o autor é partilhada por muitos autores como uma experiência de existência fundamental, estendida até limites de pensamento em que se duvida se foi o autor que escolheu o objecto/res sobre o qual quer trabalhar, ou se foi o objecto que escolheu o autor.

A percepção, o sentimento, o chamamento do pensamento e da palavra acerca da obra, por parte da obra que quer ser dita, que quer ser conhecida, transcendem quer a obra, quer o autor para espaços relacionais holográficos de transcendência noosférica, em que a obra e o autor se interconectam num tempo Aion de responsabilidade, permanentemente retomada num Kairos discursivo, disponível para um Khronos de ocasião evolutiva expandida, em que os signos que configuram a obra se abrem a novos significados, a novas percepções, sentimentos e interpretações.