quinta-feira, 18 de março de 2010

Erlebnis... Vivência...

Por: Maria Odete Madeira

Porquê “humanos” e não, apenas, “animais” como todos os outros “viventes”?!

…Na face de Cristo “vivente”: a insistência na “vivência”... a exaustão…

...“Vivência” é o termo português, escolhido para traduzir o vocábulo alemão Erlebnis.

Na “vivência”, o vivente... o mundo... outros viventes coincidem num ponto sistémico, sincronizado num fluxo deslocado por uma dinâmica reticular de imediatez na qual o pensamento de cada vivente acerca do mundo e acerca dos outros viventes, e a experiência desse pensamento se condensam e sublimam numa referência abstracta, cujo sentido de objectividade pode pertinente e legitimamente ser postulado e partilhado por comunidades intersubjectivas interessadas...

segunda-feira, 8 de março de 2010

From the hypsos to the pathos...

By: Maria Odete Madeira

From the hypsos to the pathos…, between the hypsos and the pathos is the isthmos, the isthmos is the place of connection between two places and two times: aion and chronos; humanity and humans...;...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Contra o acordo ortográfico

A língua de um povo, de cada povo, é um sistema autónomo activo estruturante de signos articulados e (inter)relacionados que transcende os actos individuais da fala, localizando-se no fundamento da identidade desse povo, de cada povo, no que diz respeito ao seu pensamento, sentimentos, crenças, cognição, autonomia, arbítrio,…,… .

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

...dianoia...

“AzazelTopia

RT @physorg_com Machine Translates Thoughts into Speech in Real Timehttp://www.physorg.com/news180620740.htmlabout 2 hours ago from webRetweeted by you”

…cursum sapientae est logos spiritu aerium… lithos verbum…

...when the “Sophist” (Plato) uses the term dianoia he establishes an identity between thinking and speech, to the “Sophist” the only thing that distinguishes dianoia from logos is the fact that dianoia is the inner logos that the soul (alma, anima) has with itself and that because of that received the name of thought (pensamento, cogitatio).

maria odete madeira

domingo, 20 de dezembro de 2009

...o aí-do-ser...

Por: Maria Odete Madeira

A antecipação do futuro, a recuperação do passado e a abertura do presente constituem, no pensamento de Heidegger, experiências da descoberta humana do sentido do ser do Dasein, a saber: a sua temporalidade, o aí-do-ser , o topos da descoberta do ser, posto na existência enquanto ser-o-aí, ou seja: ser ente, ser aquele, ou aquela coisa que se refere e aborda o próprio ser, enquanto diferença ontológica do mesmo ser projectada para o futuro antecipado… perdendo-se na decadência do presente que vive a angústia de ter sido.

sábado, 19 de dezembro de 2009

... rastos e restos...

Por: Maria Odete Madeira

Ambiguidades referenciais e códigos transculturais deslocam-se nas sociedades online, através de populações invasivas e evasivas de memes híbridos, fragmentadores, turbulentos, truculentos e virulentos.

Visões e alucinações de neurónios e sinapses desdobram-se em prismas manipuláveis, num duplo jogo projectivo delirante de autonomias e heteronomias.

Signos, símbolos, ideias, conceitos e preconceitos são permanentemente actualizados, em múltiplas e ambíguas versões, traduções, exemplares e cópias, arrastando consigo paisagens de significados rizomáticos e acidentados, apoiados em suportes diferenciais, cartografados por redes de rememorações transfiguradas e reconfiguradas, assimiláveis a rastos de restos…

Passantes e errantes, geneticamente dobrados, atomizados, virtualizados, empacotados e destinados a espaços acelerados, pulverizados por avalanches metamorfoseantes de informação, nós todos: entes, entidades ou coisas somos e estamos aí perante o mundo e perante nós, percepcionados e interpretados como sistemas de rastos de restos que circulam, em interface de sobrevivência, pelos intervalos da criação que o criador parece ter esquecido.

Se o mundo for um efeito do cálculo divino…, haveria mundo se o cálculo estivesse correcto, completo, acabado, perfeito, esférico?! Haveria mundo sem o rasto do resto do cálculo divino?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

…,hipertextualizando…,

Por: Maria Odete Madeira

Quaisquer dinâmicas hipertextuais dependem de redes sintácticas/semânticas formativas, vinculadas a situações de uso, comprometidas com referências comunicacionais rotativas, deslocadas por topologias multitemporais híbridas, condicionadas por valores de referência, em processos de radicularidade eidética com efeitos pragmáticos ao nível das eficácias, em processamentos cognitivos, dos quais não se exclui ontologias de risco sistémico.